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Madrugada

03-12-2018 |Contos eróticos

Duas da manhã, sentia-me com frio, olho para o outro lado da cama e vejo-a vazia, a tua almofada continua lá, no mesmo sítio sem que mais nenhuma cabeça ocupasse aquele rectângulo cheio e aveludado.

Durmo sozinha, lembro-me de todos os momentos, com todas as minúcias que passamos neste quarto, nesta cama… momentos em que nunca sentia o frio que sinto inúmeras vezes, pois nunca me fizeste sentir tal sensação.

Era tão bom quando dormíamos em “conchinha”, só esse nosso carinho mútuo, fazia de nós tão felizes e só nós sabíamos como era bom aquele abraço recheado de afecto depois de fazermos amor, tornava a nossa “conchinha” muito mais especial.

Sinto saudades do nosso sexo escaldante, das diversas formas como o fazíamos, posições, sítios sempre diferentes e as diversas maluqueiras que fazíamos, quando por vezes vínhamos de jantaradas com amigos que, tinham de nós uma opinião de um casal muito pouco apaixonado por sexo, mal eles imaginavam o que planeávamos fazer quando saíssemos daqueles restaurantes formais.

Depois da tua partida contínua, durmo do mesmo lado da cama, sem ocupar o teu espaço, mesmo sem lá estares. As boas recordações ficam, o prazer com que vivemos todos os nossos momentos, ensinou-me a saber viver com a saudade que sinto de tudo, do nosso sexo escaldante e muito ousado, do nosso “fazer amor” mas, acima de tudo o carinho, o respeito que era tão cúmplice entre nós e tão recíproco.

Quando acordo de madrugada, penso nos bons momentos que vivemos, com a intensidade que os vivemos, viro-me para o lado oposto e sonho contigo…