O Fetiche Da Alimentação: Uma Iniciação

24 Jan 2020

Numa sociedade como a nossa, obcecada com a aparência, ter um corpo magro ou esculpido continua a ser altamente valorizado e, além de ser relacionado com um melhor estado de saúde, é sinónimo de que se é sexualmente apetecível.

Comer muito e possuir um corpo gordo é, para a maioria das pessoas, sinónimo de preguiça e precisamente o oposto da sensualidade. Porém, e se lhe disséssemos que há gente para quem quanto mais gorda for uma pessoa do sexo por quem sentem atração, melhor?

feederismo

E que essa predileção pode adquirir contornos de fetiche, que envolvem, por exemplo, ver a/o parceira/o a engordar e/ou a comer ou que alguém nos engorde a nós mesmos? 

Pois é, a esse fetiche dá-se o nome de "feederismo" – lê-se "fiderismo" -, termo com origem no verbo "feed", ou seja, "alimentar" em inglês.

Como em muitos fetiches, o "feederismo" possui vocabulário próprio, todo ele igualmente proveniente da língua inglesa: quem ganha peso são as/os "gainers" ("ganhadores", neste caso, de peso, claro) ou "feedees" ("alimentados). Já o papel dos "encouragers" ("encorajadores") é, precisamente, encorajar a ingestão de comida por parte dos seus pares.

De igualmente modo, os "feeders" ("alimentadores") alimentam os seus pares, obtendo prazer em fazê-lo e/ou ver as formas dos "feedees" a crescer, nomeadamente a barriga.

O "feederismo" é um fetiche complexo, que envolve prazer sexual – não necessariamente executado de uma maneira "sexual", como vemos – e atração corporal com alimentação e, frequentemente, relações de dominador e dominado.

Os "gainers" submissos são alimentados que aceitam que o seu encorajador decida a quantidade de comida que irão ingerir e o peso que irão ganhar.

Há inclusive, alimentadores – habitualmente homens – que gostam de engordar de tal modo os seus pares femininos, que o objetivo deles chega mesmo a ser que elas alcancem o maior peso possível. Há casos de mulheres que deixaram de se poder locomover tão facilmente ou desempenhar as tarefas domésticas devido ao peso mórbido alcançado por via deste fetiche.

O quão mais submissa se pode ser?

Claro que um fetiche desta natureza comporta riscos: a ingestão de grandes quantidades de comida e de alimentos altamente calóricos pode ser muito prejudicial para a/o alimentada/o, nomeadamente ao fim de muito tempo a praticar este fetiche e/ou se já se sofrer de problemas de saúde advindos da obesidade.

Por exemplo, Donna Simpson, que detém o recorde do Guinness de Mulher Mais Pesada do Mundo, e que fazia muito dinheiro simplesmente a deixar que os seus fãs a vissem a comer através da internet, acabou por optar pela sua saúde ao invés do "feederismo" depois de se separar do companheiro, de modo a poder criar os seus filhos sem problemas.

E você, tem curiosidade por este fetiche?

Gosta de ver outras pessoas a engordarem? Ou até a sua própria barriga a crescer? Observar mulheres e/ou homens a comerem é algo que lhe dá prazer? Bom, pelo menos agora já sabe que esse seu fetiche não é tão estranho nem raro quanto isso e que há muitas mais pessoas para quem uma barriga voluptuosa é algo lindo de se ver.

 

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