A suite do hotel Palácio da Lapa respirava luxo discreto e sensualidade contida. Mariana ajustou o cinto do roupão de seda marfim, sentindo o tecido deslizar sobre a pele arrepiada. Aos trinta e quatro anos, com uma carreira brilhante em arquitetura, ela guardava um segredo poderoso: o efeito transformador da lingerie fina sobre o seu corpo e desejo.
Quando conheceu Gabriel três meses antes, numa conferência no Porto, não imaginava que as conversas sussurradas ao telefone se transformariam nesta noite carregada de antecipação.
No espelho, observou a sua silhueta. Por baixo do roupão, vestia um conjunto de renda francesa cor champanhe, quase etéreo. As alças finas acariciavam os ombros, o soutien de triângulos delicados mal continha os seios plenos, a transparência revelando os mamilos rosados endurecidos pela excitação. A calcinha de cintura alta abraçava as ancas, o tecido rendado desenhando padrões tentadores sobre a pele quente e depilada.
A campainha soou. O coração de Mariana disparou. Abriu a porta.
Gabriel entrou, elegante no fato azul-marinho. O olhar dele incendiou-se ao encontrar o dela.
— Estás linda...
— Ainda nem viste o melhor — murmurou ela, com um sorriso carregado de promessas.
Fechou a porta. O roupão deslizou devagar pelos ombros, caindo aos pés como uma cascata de seda. A luz suave do candeeiro acariciou cada curva do corpo dela, destacando a renda que mal escondia a excitação crescente.
Gabriel ficou imóvel, reverente. Os olhos percorreram os seios, a cintura, o triângulo rendado entre as coxas onde já se notava uma pequena mancha de humidade.
— Meu Deus, Mariana... — a voz dele saiu rouca, carregada de desejo.
Ela aproximou-se, sentindo o poder daquela admiração percorrer-lhe o corpo como electricidade. Pegou nas mãos dele e colocou-as sobre os seus ombros.
— Podes tocar. Devagar.
Os dedos de Gabriel tremeram ao traçar as alças, descendo pelo decote, roçando os mamilos já duros por cima da renda. Mariana soltou um suspiro quando ele apertou suavemente os seios, sentindo o peso e o calor. As mãos dele desceram pelas costas, apertando as nádegas firmes através da calcinha, puxando-a contra o volume evidente nas calças dele.
Ela desabotoou-lhe a camisa com lentidão deliberada, unhas arranhando levemente o peito largo. Beijou o pescoço dele, sentindo o perfume masculino misturar-se com o seu próprio cheiro de excitação.
— A lingerie não é para ti — sussurrou ela ao ouvido dele. — É para mim. Faz-me sentir poderosa, desejável, molhada...
Gabriel gemeu baixinho quando ela se sentou sobre ele na poltrona, as pernas abertas, o centro quente e húmido pressionando o seu membro ainda preso. Ele deslizou as mãos por baixo da renda da calcinha, encontrando os lábios inchados e escorregadios. Dois dedos entraram facilmente, arrancando um gemido alto de Mariana.
— Tão molhada... — murmurou ele, movendo os dedos devagar, sentindo as paredes internas dela contraírem-se.
Mariana mexeu-se contra a mão dele, esfregando o clitóris inchado na palma enquanto desabotoava as calças dele. Libertou o pau grosso e quente, duro como pedra, e começou a masturbá-lo lentamente, espalhando o pré-gozo que já escorria.
O beijo tornou-se feroz, línguas dançando enquanto os dedos dele a fodiam com mais intensidade. Ela arqueou as costas, oferecendo os seios. Gabriel baixou a boca, sugando um mamilo por cima da renda molhada, mordiscando suavemente.
— Quero-te nua — pediu ele, voz rouca.
Mariana levantou-se. Com movimentos lentos e provocantes, soltou o soutien. Os seios saltaram livres, pesados e perfeitos. Depois fez deslizar a calcinha pelas coxas, revelando a vagina inchada, brilhante de desejo, completamente depilada. Ficou nua à frente dele, mas nunca tão poderosa.
Gabriel despiu-se rapidamente. Puxou-a para a cama. Beijou-a por inteiro — pescoço, seios, barriga — até chegar entre as pernas. A língua dele percorreu os lábios molhados, sugou o clitóris com fome, dois dedos curvados dentro dela tocando o ponto G. Mariana agarrou os lençóis, gemendo alto, o corpo ondulando contra a boca dele.
— Gabriel... fode-me...
Ele subiu, posicionou-se entre as coxas dela e penetrou-a lentamente, centímetro a centímetro, até estar completamente enterrado no calor apertado e molhado. Ficaram imóveis por um momento, saboreando a sensação de estarem finalmente unidos.
Depois o ritmo aumentou. Estocadas profundas, fortes, pele contra pele, o som molhado do sexo enchendo o quarto. Mariana enrolou as pernas na cintura dele, cravando as unhas nas costas, pedindo mais. Ele segurou-a pelos pulsos acima da cabeça, fodendo-a com intensidade controlada, observando o prazer estampado no rosto dela.
O orgasmo dela veio primeiro — uma onda violenta que a fez gritar, o corpo convulsionando, a vagina contraindo-se ritmicamente em volta do pau dele. Gabriel não aguentou mais. Com um gemido gutural, gozou profundamente dentro dela, jatos quentes enchendo-a enquanto os corpos tremiam juntos.
Caíram entrelaçados, ofegantes, pele suada colada. Mariana sorriu, passando os dedos pelos cabelos dele.
— A lingerie cumpriu o seu papel — sussurrou ela. — Levou-nos até aqui.
Gabriel beijou-a com ternura.
— Tu és o verdadeiro fetiche. E esta noite mal começou.
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