O ar estava quente e perfumado quando Miguel empurrou a porta do pequeno estúdio privado. O aroma de sândalo e baunilha envolveu-o imediatamente, misturando-se com uma música lenta e grave que parecia pulsar no ritmo do seu próprio coração.
Ela esperava-o com um sorriso sereno. Laura. Cabelos escuros soltos sobre os ombros, bata branca curta que mal escondia as curvas generosas do corpo. Os olhos castanhos percorreram-no com calma profissional, mas havia algo mais ali — uma centelha de curiosidade e fome.
— Bem-vindo, Miguel. Descontrai. Hoje é só para ti.
A conversa inicial foi breve, quase um ritual. Ele confessou a tensão acumulada nos ombros e na parte baixa das costas. Ela ouviu atentamente, os dedos já roçando levemente o braço dele enquanto falava. Quando perguntou se podia tirar a roupa toda, ele hesitou apenas um segundo antes de concordar. Laura virou-se discretamente, mas ele sentiu o olhar dela de soslaio.
Deitado de barriga para baixo na marquesa, coberto apenas por uma fina toalha sobre as nádegas, Miguel fechou os olhos. O óleo quente escorreu pelas suas costas em fios lentos. As mãos dela começaram a trabalhar — firmes, seguras, deslizando dos ombros até à base da coluna. Cada movimento era profundo, pressionando os músculos tensos, mas aos poucos o toque tornou-se mais lento, mais intencional.
— Respira fundo… — murmurou ela, a voz rouca perto do seu ouvido.
Os polegares traçavam círculos largos, descendo cada vez mais. Quando chegou à lombar, a toalha foi puxada um pouco mais para baixo. Miguel sentiu os dedos dela roçarem a curva das nádegas, quase por acaso. Quase. O corpo dele reagiu instantaneamente, o calor subindo pela virilha.
Laura percebeu. Sorriu contra a pele dele enquanto se inclinava mais, os seios macios pressionando ligeiramente as costas dele através da bata fina.
— Estás muito tenso aqui… — sussurrou, as mãos agora massageando as coxas com movimentos longos e fluidos. Os dedos subiam perigosamente perto da parte interna, roçando os testículos por breves segundos que pareciam eternos.
Miguel gemeu baixinho, incapaz de esconder a ereção que já latejava contra a marquesa. Laura não parou. Em vez disso, pediu-lhe que se virasse.
Agora de frente, a toalha mal conseguia esconder o volume evidente. Laura olhou-o nos olhos enquanto derramava mais óleo nos próprios braços e peito. Devagar, abriu alguns botões da bata, revelando um sutiã de renda preta que mal continha os seios cheios.
— Queres que continue a massagem… ou queres algo mais profundo? — perguntou, a voz carregada de promessas.
Miguel apenas acenou, a garganta seca.
As mãos dela desceram pelo peito dele, unhas arranhando levemente os mamilos, depois pelo abdómen. Quando chegou à toalha, puxou-a para o lado com um gesto lento e deliberado. O membro dele saltou livre, duro e pulsante. Laura mordeu o lábio inferior, claramente satisfeita.
O óleo quente escorreu sobre a ereção. As mãos dela envolveram-no com maestria — uma mistura perfeita de massagem e carícia. Movimentos longos, firmes, depois suaves e provocantes. O polegar circulava a glande enquanto a outra mão massageava as bolas com delicadeza.
Miguel arqueou as costas, gemendo. Laura subiu para a marquesa, montando-o com as coxas abertas. A bata abriu-se completamente. Os seios pesados balançavam enquanto ela se inclinava para beijá-lo no pescoço, depois no peito, descendo devagar.
A boca quente envolveu-o por completo. A língua girava, sugava, lambia. As mãos continuavam o trabalho — uma apertando a base, a outra acariciando as coxas e o períneo. Miguel segurou os cabelos dela, lutando para não gozar demasiado cedo.
— Quero-te dentro de mim — sussurrou ela, tirando o resto da roupa.
Laura posicionou-se sobre ele e desceu devagar, engolindo-o centímetro a centímetro. O calor apertado e molhado envolveu-o como veludo. Ela começou a mover-se, primeiro devagar, depois com mais intensidade. Os seios saltavam contra o peito dele enquanto as ancas giravam num ritmo perfeito.
As mãos dela nunca paravam — massageando os ombros, arranhando o peito, puxando os cabelos dele. Miguel agarrou as nádegas redondas e firmes, ajudando-a a subir e descer com mais força. Os gemidos enchiam o pequeno estúdio, misturando-se com o som molhado dos corpos.
Quando o orgasmo se aproximou, Laura acelerou, apertando-o dentro dela. Miguel explodiu com um gemido rouco, enchendo-a enquanto ela tremia num clímax intenso, unhas cravadas nos ombros dele.
Ficaram assim por longos minutos, ofegantes, pele contra pele, o óleo e o suor misturados.
Laura beijou-o suavemente nos lábios e sorriu:
— A sessão ainda não acabou… Ainda tenho de tratar dessas pernas todas.
Miguel sorriu, sabendo que aquela tarde inesquecível estava apenas no início.
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