A sala de aula estava silenciosa. O sol da tarde entrava obliquamente pelas janelas altas, rasgando o ar com faixas douradas que se estendiam pelo chão de madeira envelhecida. Marta Silva, 38 anos, professora de Literatura Contemporânea, fechou o caderno com um estalo seco e deliberado. O último aluno do horário normal tinha saído há mais de meia hora. Só restava ele.

Tomás, 23 anos, permanecia sentado na primeira fila. Alto, ombros largos, a camisa branca ligeiramente suada, o olhar baixo mas demasiado atento. Marta observou-o durante longos segundos, sem dizer uma palavra. Sabia exatamente o que ele queria. Sabia desde a terceira semana do semestre, quando ele começou a inventar dúvidas absurdas só para ficar sozinho com ela. Sabia pelo modo como engolia em seco quando ela se inclinava sobre a secretária, pela forma como as suas mãos apertavam o caderno até os nós dos dedos ficarem brancos.

— Levante-se.

A ordem saiu baixa, fria, absoluta. Tomás ergueu-se imediatamente. Marta não se moveu. Continuou sentada atrás da secretária, as pernas cruzadas, a saia preta justa subindo ligeiramente pelas coxas. Os óculos ainda estavam no rosto. O cabelo apanhado num coque severo. A imagem perfeita da autoridade.

— Venha cá. Devagar.

Ele obedeceu. Cada passo ecoava na sala vazia. Quando parou a um metro dela, Marta ergueu a mão e fez um gesto imperioso com o dedo.

— Mais perto. Quero sentir o teu cheiro.

Tomás aproximou-se até ficar quase a tocar-lhe nos joelhos. Marta inclinou-se para trás na cadeira, observando-o de cima a baixo com um olhar avaliador, quase cruel.

— Você passa as aulas inteiras a olhar para mim como um cão faminto. Acha que eu não notei? Acha que eu não sei o que se passa dentro dessa cabeça suja enquanto eu falo de metáforas e desejo reprimido?

Ele abriu a boca para responder, mas ela levantou um dedo.

— Não fale. Ainda não lhe dei permissão.

Marta levantou-se lentamente. Ficou de pé à frente dele, quase da mesma altura, e começou a circular em redor do corpo dele como uma predadora. Os saltos altos batendo no chão. As mãos dela deslizaram pelos ombros dele, desceram pelas costas, apertaram o rabo com força.

— Calças. Tire-as. Agora.

Tomás obedeceu com mãos trémulas. O cinto, o botão, o fecho. As calças e a roupa interior desceram até aos tornozelos. O pénis dele estava já duro, latejando, a cabeça brilhante de pré-sémen. Marta olhou para baixo e soltou um riso curto, quase desdenhoso.

— Tão previsível. Tão fácil.

Ela agarrou-o pela base com firmeza, apertando o suficiente para ele gemer. O polegar dela deslizou sobre a glande, espalhando o líquido viscoso.

— Olhe para mim enquanto eu faço isto.

Os olhos dele encontraram os dela. Marta começou a masturbá-lo com movimentos lentos, precisos, quase clínicos. Apertava, soltava, acelerava e parava de propósito sempre que ele se aproximava do limite.

— Não se atreva a gozar. Se gozar sem a minha permissão, a lição acaba aqui e você nunca mais volta a ficar sozinho comigo. Entendeu?

— Sim, professora… — a voz dele saiu rouca, quebrada.

Marta soltou-o de repente. Deu um passo atrás e começou a desabotoar a blusa branca, botão a botão, sem pressa. Por baixo, um sutiã de renda preta que realçava os seios generosos. Depois a saia. Caiu no chão. Restavam apenas as meias-calças pretas e o sutiã. Marta virou-se de costas para ele, apoiou as mãos na secretária e olhou por cima do ombro.

— Ajoelhe-se. E use a língua. Quero sentir essa boca inútil a trabalhar.

Tomás ajoelhou-se imediatamente. As mãos dele tremeram ao descer as meias-calças até meio das coxas. O cheiro dela era forte, quente, molhado. Marta não tinha cuecas. Estava completamente exposta, a pele inchada e brilhante.

— Não brinque. Lamba. Fundo. Agora.

A língua dele deslizou entre os lábios molhados. Marta soltou um suspiro baixo, quase de satisfação, e empurrou o rabo para trás, forçando o rosto dele contra a sua vulva. Os dedos dela agarraram-lhe o cabelo com força e controlaram o ritmo.

— Mais fundo. Meta a língua dentro. Isso… assim. Bom menino.

Ela usava-o. Movia as ancas contra a boca dele, esfregando o clitóris no nariz e nos lábios, gemendo baixinho sempre que ele acertava no sítio certo. O som húmido da língua ecoava na sala vazia. Tomás estava ajoelhado, o pénis latejando entre as pernas, completamente entregue.

Quando Marta sentiu o orgasmo a aproximar-se, puxou-lhe o cabelo com violência e afastou-o.

— Chega. Levante-se.

Ele ergueu-se, o rosto brilhante dos fluidos dela. Marta virou-se, empurrando-o contra a secretária até as nádegas dele tocarem a madeira. Depois ajoelhou-se ela própria, com toda a autoridade intacta, e engoliu-o de uma só vez até à base.

Tomás gritou. As mãos dele tentaram agarrar o cabelo dela, mas Marta segurou-lhe os pulsos e prendeu-os contra a secretária.

— Não toque. Eu mando. Você só recebe.

Ela chupava com profundidade brutal, a garganta a contrair-se à volta da glande, a saliva a escorrer pelo queixo e pelos testículos. De vez em quando parava, apenas para lamber a cabeça com a ponta da língua e olhar para cima com aqueles olhos escuros e dominantes.

— Você quer meter isto dentro de mim, não quer? Quer foder a sua professora como um animal.

— Sim… por favor…

— Por favor o quê?

— Por favor, professora… deixa-me…

Marta levantou-se de novo. Empurrou-o para a cadeira dela, sentou-se no colo dele de frente e guiou o pénis até à entrada. Sem qualquer preliminares adicionais, desceu de uma só vez até o ter todo dentro.

O gemido que saiu da boca de Tomás foi quase um soluço. Marta não se mexeu. Ficou completamente imóvel, apertando-o por dentro com os músculos, olhando-o nos olhos.

— Agora ouça com atenção. Eu vou montar-te. Eu defino o ritmo. Eu defino a profundidade. Eu defino quando podes gozar. Se tentar acelerar, eu paro. Se tentar tocar-me sem permissão, eu paro. Entendeu?

— Sim, professora.

Marta começou a mover-se. Lenta no início, quase torturante. Subia até só a cabeça ficar dentro e depois descia com força, engolindo-o completamente. Os seios balançavam dentro do sutiã. O som da pele a bater contra a pele enchia a sala. Tomás tentava aguentar, os músculos do maxilar tensos, as mãos apertando os braços da cadeira até doer.

— Olhe para mim enquanto eu te fodo — ordenou ela, a voz já rouca de prazer. — Quero ver a tua cara quando eu decidir que podes gozar.

Ela acelerou. Os movimentos tornaram-se mais violentos, mais profundos. A cada descida o clitóris esfregava-se contra a base do pénis dele. Marta gemia baixinho, controlando até o som da própria voz. Quando sentiu o orgasmo a subir, agarrou o cabelo de Tomás com as duas mãos e forçou-o a olhar para ela.

— Agora. Goza. Enche-me.

O corpo dele estremeceu violentamente. Marta sentiu as contrações quentes e profundas dentro de si enquanto ele se esvaziava, gemendo o nome dela como uma confissão suja. No mesmo instante, o orgasmo dela explodiu. O corpo tremeu, os músculos apertaram-no com força, um gemido longo e gutural escapou-lhe dos lábios enquanto se debatia no colo dele.

Ficaram assim durante longos minutos, ofegantes, o sémen a escorrer lentamente entre eles. Marta foi a primeira a recuperar o controlo. Levantou-se, ainda com as meias-calças a meio das coxas, e olhou para o pénis dele, agora mole e brilhante.

— Limpe-se. E vista-se.

Tomás obedeceu em silêncio. Enquanto ele se vestia com mãos trémulas, Marta vestiu a saia e a blusa com a mesma calma com que corrigia testes. Ajeitou o cabelo, colocou os óculos de novo e sentou-se atrás da secretária como se nada tivesse acontecido.

Quando Tomás estava finalmente vestido, ela falou sem sequer levantar os olhos do caderno:

— Na próxima semana, à mesma hora. Traga uma gravata. Vou amarrar-lhe as mãos. E desta vez não vai gozar até eu decidir que mereceu.

Tomás engoliu em seco. A voz saiu baixa, quase reverente:

— Sim, professora.

Marta ergueu o olhar pela última vez. O sorriso que apareceu nos lábios era pequeno, frio e absolutamente dominante.

— Pode sair. E Tomás…

— Sim?

— Da próxima vez, não se atreva a ficar duro só de me ver a entrar na sala. Isso é meu agora. Eu controlo quando você pode sentir desejo. Percebeu?

— Percebi, professora.

Ele saiu. A porta fechou-se com um clique suave. Marta ficou sozinha na sala, o cheiro de sexo ainda no ar, e sorriu para si mesma enquanto abria o caderno de novo.

A lição tinha apenas começado.