Uma parte dos perfis anunciados em Portugal é de mulheres que não nasceram cá. Umas vivem no país há anos e trabalham na mesma cidade com a rotina de qualquer profissional local; outras estão numa cidade durante alguns dias e seguem viagem. Para quem contrata, o que muda não é a origem — é a agenda, a maneira de confirmar quem está do outro lado e o que convém deixar combinado antes.

Quem são os perfis internacionais

A palavra «internacional» aparece em anúncios muito diferentes entre si e, sozinha, diz pouco. Na prática separa duas situações: quem vive em Portugal e está disponível na mesma cidade o ano inteiro, e quem está de passagem, com datas de chegada e de partida marcadas à partida. É esta diferença, e não a nacionalidade, que altera a forma de marcar.

Perfis anunciados como brasileiras, espanholas, venezuelanas ou vindas do leste da Europa são dos mais procurados, e é aqui que convém desmontar um hábito: a origem indicada num anúncio diz de onde a pessoa veio e mais nada. Não diz como comunica, o que faz, o que aceita nem quanto cobra — isso pergunta-se, perfil a perfil. Contar com um feitio por nacionalidade é a maneira mais rápida de chegar a um encontro com a expectativa errada.

O que muda quando alguém está de passagem

Uma estadia curta é uma agenda fechada. Quem fica cinco dias numa cidade tem as horas contadas, remarca com dificuldade e costuma ter boa parte do tempo preenchido antes sequer de chegar. Daí a regra mais útil desta página: escreva no início da estadia anunciada, não no fim.

A cidade também não é um dado fixo. Quem circula entre destinos pode aparecer numa semana entre as acompanhantes em Lisboa e na seguinte no catálogo de acompanhantes no Porto — são as duas cidades que mais recebem quem vem de fora, e as duas pontas mais frequentes deste vaivém. Por isso confirme as datas em que a pessoa está onde o anúncio diz que está: uma página que já lá está há semanas pode estar a descrever a passagem anterior.

Quando marcar, e com quanto tempo

Nas duas grandes cidades a antecedência de alguns dias resolve quase sempre, excepto em fins-de-semana prolongados e datas de feriado. No sul, a época do ano pesa muito mais: é no Verão que chega a maior parte de quem vem passar uma temporada, e é também quando a procura se concentra. Quem conta com acompanhantes no Algarve em Agosto faz bem em tratar disso com semanas de avanço; fora de época, a pergunta deixa de ser quando marcar e passa a ser se a pessoa ainda está na região.

Em qualquer dos casos, marcar cedo não é só garantir lugar na agenda. É ter tempo para trocar mensagens com calma, esclarecer o que for preciso e desistir sem custo se alguma coisa não encaixar.

Confirmar um perfil sem histórico local

Quem chegou há pouco tempo não tem, cá, meses de anúncios e de avaliações atrás de si. Isso não é sinal de nada — apenas quer dizer que a confirmação se faz por outros meios:

  • fotografias coerentes entre si e com a descrição do perfil;
  • uma chamada de vídeo curta antes de marcar, que é um pedido banal e normalmente aceite;
  • contacto feito pelos meios indicados no próprio perfil, e não por um número que chegou por outra via;
  • plataformas que verificam os perfis que publicam.

Há um sinal de alarme que vale por todos os outros: o pedido de pagamento adiantado, por transferência, cartão de oferta ou criptomoeda, antes de qualquer encontro. Não é prática corrente, e quem o pede raramente aparece. Pelo mesmo motivo, não envie documentos, moradas nem fotografias suas a um contacto que ainda não confirmou.

Combinar quando a língua não é a mesma

Entre quem fala português de Portugal e quem fala espanhol, inglês ou português do Brasil, o risco não é não se entenderem: é entenderem-se por alto e cada um ficar com a sua versão do que foi dito. Fixe logo no primeiro contacto em que língua vão falar e prefira mensagem escrita à chamada — o texto relê-se no dia seguinte, uma conversa ao telefone não.

Por escrito ficam cinco coisas: serviços, duração, valor, local e hora. Os valores variam de profissional para profissional e com a duração do encontro, e não há tabela que se aplique a todos, por isso pergunte em vez de presumir. Nada disto se negoceia a meio do encontro, e uma resposta vaga a qualquer destes cinco pontos é motivo suficiente para não avançar.

Onde decorre o encontro

Quem está de passagem raramente tem casa na cidade: costuma receber num apartamento arrendado para os dias da estadia ou trabalhar a partir do hotel onde ficou. Convém então perguntar duas coisas antes de fechar — se recebe, se se desloca, ou as duas — e se a deslocação até à sua casa ou ao seu hotel está incluída no valor combinado ou é à parte.

Se o encontro for onde está instalado, veja antes as regras da unidade quanto a visitas: há hotéis que as registam na recepção, outros que não as admitem nos quartos e alojamentos locais com horários de entrada. É um detalhe pequeno que dá mau resultado quando se descobre à porta.

Antes de marcar, por ordem

  1. confirmar as datas em que a pessoa está na cidade;
  2. escrever pelos contactos indicados no perfil e fixar a língua da conversa;
  3. pedir uma chamada de vídeo curta, se for um primeiro contacto;
  4. deixar por escrito serviços, duração, valor, local e hora;
  5. recusar qualquer adiantamento pedido antes de um primeiro encontro;
  6. reconfirmar no próprio dia, que é quando as agendas apertadas mudam.

Uma estadia curta dá pouca margem para improvisar. É precisamente por isso que, aqui, combinar bem à partida vale ainda mais do que o costume.